Um jogador de futebol cai no campo e o país para para ver.
Uma vértebra fraturada e algumas semanas de repouso.
O jogador sai de helicóptero, soro e monitor cardíaco para sua casa.
Cena nada semelhante com o que vemos no dia-a-dia do brasileiro comum.
Nos hospitais, idosos esperam sentados em cadeiras pelo atendimento de urgência.
Homens, mulheres e crianças em corredores apertados, sem atendimento de qualidade.
Mulheres que acabam parindo na porta de hospitais por falta de macas, leitos ou qualquer outra coisa.
Não se trata de minimizar a dor do outro, mas em se maximizar
É duro sair na fase final de uma Copa que você esperou 4 anos para disputar
Mas ocupar 90% das mídias com o caso, é no mínimo ridículo.
Existem outras tantas coisas a serem priorizadas.
Um viaduto caiu em uma cidade, pessoas morreram.
Uma mulher que estava trabalhando num ônibus, perdeu a vida.
Deixa uma criança de 5 anos. Uma menina que nunca mais verá sua mãe.
A jovem de 24 anos foi uma verdadeira heroína ao frear o veículo que dirigia, evitando mais mortes
Um outro rapaz, de 25 anos, foi esmagado pelo viaduto.
Iria buscar sua esposa no trabalho. Um homem trabalhador que criava os enteados como filhos
Seus pais vivem uma segunda tragédia, pois perderam uma filha quando esta tinha 13 anos, vítima de uma doença rara.
Não houve tamanha comoção. Na mídia apenas flashes rápidos.
Os meios de comunicação estão mais preocupados com a copa
Com os "heróis" de amarelo que correm atrás de uma bola visado o auge de suas carreiras.
Enquanto isso, na distante Recife, protestos contra a especulação imobiliária acabam em violência.
Pessoas que acampavam tranqüilamente nas ruínas do cais são expulsas com brutalidade.
O povo é ignorado.
E o que falar de outros esportes?
Atletas que não tem nem metade da atenção dos nossos boleiros masculinos.
No futebol feminino, sequer uma liga.
Mesmo tendo a maior atleta de todos os tempos nessa categoria
O que falar de Laís Souza?
Uma jovem de 25 anos que ficou tetraplégica defendendo as cores do país.
Houve comoção igual?
Hoje, ela luta para pagar seu tratamento, dependendo de "vaquinha" da população, pois o COB não acha que ela estava ainda "à serviço" deles pois estava na fase de treinos.
Mas o jovem mimado, egocêntrico e vaidoso é supervalorizado.
O jovem que se negou a entregar ovos de páscoa em um lar que cuida de pessoas com paralisia cerebral apenas por ser este um local espírita.
Um jovem que forçou a demissão de um técnico de futebol vitorioso em sua equipe, pelo melindre de ter sido punido por insubordinação.
Será que é realmente indiferença à dor do outro não se emocionar com tais discrepancias?
Será que temos todos que inundar as redes sociais com palavras de revolta contra um infeliz que teve uma atitude irresponsável e machucou um colega de profissão.?
Quando nós mesmos tivemos atletas que feriram outros no passado.
Reasco, jogador do São Paulo, teve fratura na tíbia em 2006 devido à um chute de um jogador do botafogo. Não houve comoção.
Juninho Paulista ficou fora da Copa de 2008 quando estava no auge por ter fratura no tornozelo.
Não houve comoção.
Leonardo, lateral do Brasil na copa de 94, deu uma cotovelada no jogador dos estados unidos e este foi submetido à cirurgia. Houve quem defendesse o jogador brasileiro.
Tantos e tantos outros casos
Sempre fui fanática por futebol.
Mas minha paixão pelo esporte não pode e não será maior que meu senso de justiça.
O país valoriza os milionários da bola e escraviza o seu povo.
Dá-lhes pão e circo e alimenta sonhos alheios a realidade da população
Viva a copa da mentira
Viva o país das vaidades
Onde não há diferença social ou injustiça.
Parafraseando o poeta Renato Russo
Vamos celebrar a estupidez de quem escreveu este post.
Local para divulgação de textos e opiniões diversas, sejam estes políticos, sociais, reflexivos, artísticos ou intimistas.
domingo, 6 de julho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
As coisas simples da vida.
Coisas simples, doces, ternas
O perfume de uma flor, o canto de um pássaro
Uma fria manhã de chuva
Um doce por do sol
O sorriso de uma criança que descobre uma borboleta
Um abraço amigo na hora da dor
O alívio de um parto
A brisa suave que refresca do calor
Chocolate quente no inverno
Um bom sorvete no verão
Simples prazeres da vida
Doces como uma ilusão
Onde andam as coisas simples?
Meus pés não encontram a areia branca da praia
Meu sorriso se fechou como uma manhã cinza
O doce ficou amargo
A dor é um prazer insano
É o vício de ser mundano
A dor encobre a magia da vida
Apaga a beleza das coisas simples
Procuro um instante de felicidade
Uma rosa que desabrocha diante dos olhos
Uma jovem gaivota em seu primeiro voo
Um doce fruto colhido do pé pelas mãos de um amado
Doces perfumes, gentis risadas
Um jogo de poker, uma piada sem graça
Rir de si mesmo, fazer pirraça
Ser vivo mesmo perante uma desgraça
É possível estar morto estando vivo?
É possível não sentir o cheiro das rosas?
É possível perder-se dentro de si mesmo?
É possível encontrar sentido na vida?
Do simples me alimento
Sentar no chão, comer com a mão
Perseguir um passarinho
Se fazer de bobo no meio da multidão
Busco o ar que me faz respirar
Das coisas simples que me fazem sorrir
Da brisa do mar que canta para me acalmar
Da busca infinita daquilo que me faz feliz
O perfume de uma flor, o canto de um pássaro
Uma fria manhã de chuva
Um doce por do sol
O sorriso de uma criança que descobre uma borboleta
Um abraço amigo na hora da dor
O alívio de um parto
A brisa suave que refresca do calor
Chocolate quente no inverno
Um bom sorvete no verão
Simples prazeres da vida
Doces como uma ilusão
Onde andam as coisas simples?
Meus pés não encontram a areia branca da praia
Meu sorriso se fechou como uma manhã cinza
O doce ficou amargo
A dor é um prazer insano
É o vício de ser mundano
A dor encobre a magia da vida
Apaga a beleza das coisas simples
Procuro um instante de felicidade
Uma rosa que desabrocha diante dos olhos
Uma jovem gaivota em seu primeiro voo
Um doce fruto colhido do pé pelas mãos de um amado
Doces perfumes, gentis risadas
Um jogo de poker, uma piada sem graça
Rir de si mesmo, fazer pirraça
Ser vivo mesmo perante uma desgraça
É possível estar morto estando vivo?
É possível não sentir o cheiro das rosas?
É possível perder-se dentro de si mesmo?
É possível encontrar sentido na vida?
Do simples me alimento
Sentar no chão, comer com a mão
Perseguir um passarinho
Se fazer de bobo no meio da multidão
Busco o ar que me faz respirar
Das coisas simples que me fazem sorrir
Da brisa do mar que canta para me acalmar
Da busca infinita daquilo que me faz feliz
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A Árvore
Um dia eu sonhei que era uma árvore
Rapidamente, ergui-me pelos céus
Meus braços eram galhos que abrigavam na chuva
Frondosa, dava frutos que nutriam as criaturas da terra
Mas eis que tive vontade de ver o mundo
Ao olhar para meus pés, percebi-os fincados ao chão
As raízes, por demais profundas
Estava presa em meu ser
Em mim, pousou um pássaro
Ele voava alto pelos céus
Trazia em seu bico, vestígios de terras longínquas
E em meus braços, fez seu ninho
Jovens pássaros em mim fizeram morada
De meus braços, deram seu primeiros e tímidos vôos
Fui refúgio, abrigo, morada
E avistei-os erguendo suas belas asas ao infinito
Outros tantos, por mim passaram
Com suas cores e cantos
Deram-me vida e encanto
Acolhi-os em meus braços e chorei em cada partida
Meus pés cansado, ainda fincados
Com raízes firmes, me fiz rocha
Meus galhos eram vastos e faziam sombra aos namorados
Resignei-me pela dádiva de servir
Meus pés fincados no chão
Meus braços alçados aos céus
Meu pensamento voa longe como um pássaro
Meus frutos alimentam a terra
Passam por mim, milhares
Com suas histórias e sua vida
De mim, se nutrem e se protegem
Deles, me abasteço de vida
E eis que é chegada a minha partida
Meus galhos não mais buscam os céus
Minha morada está frágil, não há mais ninhos
Namorados não se encontram aos meus pés
Recaio, perco folhas, perco galhos
Vermes se apoderam do meu corpo
Estou ao fim da minha jornada
Tombo ao cair da tarde, junto com os últimos raios de sol
Meus pés, finalmente livres
Mas não tem forças para andar
Olho pro céu e apodreço
Cheguei ao meu fim
E eis que um pássaro me chega de mansinho
Abre suas longas asas sobre mim
Me diz que de mim se nutriu
E agradece pelo que lhe dei
Me pergunta qual meu maior desejo
"Ser como tu e alçar grandes vôos pelo infinito"
O pássaro então me diz:
"Não percebes o bem que fizeste a mim e a tantos outros?"
"Tu foste morada e abrigo
Teus galhos foram escola
Em ti, me protegi de todos os perigos
Por causa de ti, comecei a viver"
Percebi então, em minha hora final
Que nada na vida é em vão
Meus pés permaneciam fincados para dar sustento
Fui a fortaleza que guardou grandes almas
"Voaste sim - continuou o pássaro a falar -
Voaste em cada folha que se desprendeu dos teus braços
Voaste em cada semente que os pássaros levaram de ti
Chegaste às mais longínquas terras.
Lá estão teus filhos
Que estão destinados a seguir tua sina
E jamais saberão o quão grande você foi"
Então, meu pequeno - disse-lhe eu ao jovem pássaro
Leva minha história aos meus filhos
Faz-me infinita
Mostra ao mundo que cada ser tem seu papel na vida
Ao acordar do sonho, percebi que sou uma árvore
Que minhas raízes não me prendem ao chão
Elas me sustentam e me mantém firme durante a tempestade
Meu pensamento é livre como um pássaro
Sou escola, sou abrigo
Assim como retiro da terra o meu sustento
Sustento aos que em mim se recolhem em temporadas
Somos todos árvores
Somos a nossa própria fortaleza
Aos nosso pés, as raízes que nos sustentam
Acima de nossas cabeças
Apenas a imensidão do céu.
Rapidamente, ergui-me pelos céus
Meus braços eram galhos que abrigavam na chuva
Frondosa, dava frutos que nutriam as criaturas da terra
Mas eis que tive vontade de ver o mundo
Ao olhar para meus pés, percebi-os fincados ao chão
As raízes, por demais profundas
Estava presa em meu ser
Em mim, pousou um pássaro
Ele voava alto pelos céus
Trazia em seu bico, vestígios de terras longínquas
E em meus braços, fez seu ninho
Jovens pássaros em mim fizeram morada
De meus braços, deram seu primeiros e tímidos vôos
Fui refúgio, abrigo, morada
E avistei-os erguendo suas belas asas ao infinito
Outros tantos, por mim passaram
Com suas cores e cantos
Deram-me vida e encanto
Acolhi-os em meus braços e chorei em cada partida
Meus pés cansado, ainda fincados
Com raízes firmes, me fiz rocha
Meus galhos eram vastos e faziam sombra aos namorados
Resignei-me pela dádiva de servir
Meus pés fincados no chão
Meus braços alçados aos céus
Meu pensamento voa longe como um pássaro
Meus frutos alimentam a terra
Passam por mim, milhares
Com suas histórias e sua vida
De mim, se nutrem e se protegem
Deles, me abasteço de vida
E eis que é chegada a minha partida
Meus galhos não mais buscam os céus
Minha morada está frágil, não há mais ninhos
Namorados não se encontram aos meus pés
Recaio, perco folhas, perco galhos
Vermes se apoderam do meu corpo
Estou ao fim da minha jornada
Tombo ao cair da tarde, junto com os últimos raios de sol
Meus pés, finalmente livres
Mas não tem forças para andar
Olho pro céu e apodreço
Cheguei ao meu fim
E eis que um pássaro me chega de mansinho
Abre suas longas asas sobre mim
Me diz que de mim se nutriu
E agradece pelo que lhe dei
Me pergunta qual meu maior desejo
"Ser como tu e alçar grandes vôos pelo infinito"
O pássaro então me diz:
"Não percebes o bem que fizeste a mim e a tantos outros?"
"Tu foste morada e abrigo
Teus galhos foram escola
Em ti, me protegi de todos os perigos
Por causa de ti, comecei a viver"
Percebi então, em minha hora final
Que nada na vida é em vão
Meus pés permaneciam fincados para dar sustento
Fui a fortaleza que guardou grandes almas
"Voaste sim - continuou o pássaro a falar -
Voaste em cada folha que se desprendeu dos teus braços
Voaste em cada semente que os pássaros levaram de ti
Chegaste às mais longínquas terras.
Lá estão teus filhos
Que estão destinados a seguir tua sina
E jamais saberão o quão grande você foi"
Então, meu pequeno - disse-lhe eu ao jovem pássaro
Leva minha história aos meus filhos
Faz-me infinita
Mostra ao mundo que cada ser tem seu papel na vida
Ao acordar do sonho, percebi que sou uma árvore
Que minhas raízes não me prendem ao chão
Elas me sustentam e me mantém firme durante a tempestade
Meu pensamento é livre como um pássaro
Sou escola, sou abrigo
Assim como retiro da terra o meu sustento
Sustento aos que em mim se recolhem em temporadas
Somos todos árvores
Somos a nossa própria fortaleza
Aos nosso pés, as raízes que nos sustentam
Acima de nossas cabeças
Apenas a imensidão do céu.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Seja infinita, minha tia
Hoje faz um mês
30 dias de saudades
4 semanas de negação
Pouco mais de 732 horas e contando
São 30 dias sem teu rosto
Sem tua voz, sem teu sorriso
30 tristes dias em que você se foi
E levou consigo a sua alegria
As lágrimas ainda não secaram
A dor ainda machuca
A saudade sufoca
A tua imagem eterna perdura
Foi em paz, a vida lhe fugiu em um suspiro
Como um sono profundo do qual não se acorda
Foi em paz, com um leve sorriso
No rosto, a expressão de quem não sofreu
Este é o meu alento
Esta é a minha conformação
De que em paz se foi
E de na paz se encontra
Pois a vida é um sopro, uma dádiva finita
A vida que estamos nos é emprestada
Um dia retornaremos ao pó, ao Pai
E neste dia, nos reencontraremos
A cada perda sentida, perdemos um pedaço de nós
Algo em mim deixou de existir
Um pedaço, como tantos outros
Que se desprendeu da minha alma
Um dia nos reencontraremos
Seremos de novo inteiros
Pois a vida é finita
Mas o amor não morre jamais
Leve consigo o meu coração
Fique na paz
Um dia, estaremos juntas de novo
E que alegria será neste dia
O dia que nos reencontrarmos
Haverá dança, risos
Haverá Gipsy Kings e muita algazarra
Haverá striptease e muita piada
Porque alegre foste em vida
Quantos risos vivemos
Quantas peças pregamos
Quão alegres foram nossos dias
Vai em paz
Leva teu sorriso, tua alegria
Nos deixe a doçura da lembrança
Foi uma honra ter sido parte da tua vida
Vai meu amor, minha tia querida
A saudade é enorme
A ferida ainda dói
Mas agradeço por você ter existido
Seja luz, seja vida
Seja a estrela que agora nos guia
Brilhe eternamente
Seja infinita
30 dias de saudades
4 semanas de negação
Pouco mais de 732 horas e contando
São 30 dias sem teu rosto
Sem tua voz, sem teu sorriso
30 tristes dias em que você se foi
E levou consigo a sua alegria
As lágrimas ainda não secaram
A dor ainda machuca
A saudade sufoca
A tua imagem eterna perdura
Foi em paz, a vida lhe fugiu em um suspiro
Como um sono profundo do qual não se acorda
Foi em paz, com um leve sorriso
No rosto, a expressão de quem não sofreu
Este é o meu alento
Esta é a minha conformação
De que em paz se foi
E de na paz se encontra
Pois a vida é um sopro, uma dádiva finita
A vida que estamos nos é emprestada
Um dia retornaremos ao pó, ao Pai
E neste dia, nos reencontraremos
A cada perda sentida, perdemos um pedaço de nós
Algo em mim deixou de existir
Um pedaço, como tantos outros
Que se desprendeu da minha alma
Um dia nos reencontraremos
Seremos de novo inteiros
Pois a vida é finita
Mas o amor não morre jamais
Leve consigo o meu coração
Fique na paz
Um dia, estaremos juntas de novo
E que alegria será neste dia
O dia que nos reencontrarmos
Haverá dança, risos
Haverá Gipsy Kings e muita algazarra
Haverá striptease e muita piada
Porque alegre foste em vida
Quantos risos vivemos
Quantas peças pregamos
Quão alegres foram nossos dias
Vai em paz
Leva teu sorriso, tua alegria
Nos deixe a doçura da lembrança
Foi uma honra ter sido parte da tua vida
Vai meu amor, minha tia querida
A saudade é enorme
A ferida ainda dói
Mas agradeço por você ter existido
Seja luz, seja vida
Seja a estrela que agora nos guia
Brilhe eternamente
Seja infinita
quinta-feira, 1 de maio de 2014
As Trevas em Mim
As trevas em mim me acalentam e tormentam
As trevas em mim me consomem as entranhas
As trevas em mim me apavoram e encantam
Quero perder-me nas trevas e achar-me na luz
Quero fugir do mundo e encontrar meu rumo
Quero que a escuridão domine e o sol resgate
As trevas em mim se enamoram
As trevas em mim sorriem lágrimas de sangue
As trevas em mim me dominam
Quero ser consumida nas trevas enquanto busco a luz
Quero respirar as trevas e exalar a luz
Quero ser luz mas ofuscada estou
As trevas em mim me perseguem
As trevas em mim se revelam
As trevas em mim me são eu
E eu nas trevas de mim sou seu
As trevas em mim me consomem as entranhas
As trevas em mim me apavoram e encantam
Quero perder-me nas trevas e achar-me na luz
Quero fugir do mundo e encontrar meu rumo
Quero que a escuridão domine e o sol resgate
As trevas em mim se enamoram
As trevas em mim sorriem lágrimas de sangue
As trevas em mim me dominam
Quero ser consumida nas trevas enquanto busco a luz
Quero respirar as trevas e exalar a luz
Quero ser luz mas ofuscada estou
As trevas em mim me perseguem
As trevas em mim se revelam
As trevas em mim me são eu
E eu nas trevas de mim sou seu
domingo, 20 de abril de 2014
A Morte
A morte nos chega aos poucos
Nos toma a cada suspiro
Cada batida do coração
É uma batida a menos
Cada olhar lançado no horizonte
É um olhar a menos
Cada gota de orvalho
Pode ser a ultima
A morte nos vem de mansinho
Nos acaricia a cada sonho
Enamora-se de nós em nosso repouso
Espera o momento certo de nos abraçar
Cada fio de cabelo que cresce, morre
Cada palavra dita ou não dita, morre
Cada criança que hoje brinca, morre
Cada árvore que nutre e floresce, morre
Frio, tremor, torpor
Morre o dia, morre a noite
Morrem sonhos, morre o amor
E eis que morremos todos
A cada dia vivido, é menos um dia
Cada página arrancada do calendário
É uma página a menos de existência
A morte reina serena
Nas nossas perdas e despedidas
Morremos a cada partida
Nos toma a cada suspiro
Cada batida do coração
É uma batida a menos
Cada olhar lançado no horizonte
É um olhar a menos
Cada gota de orvalho
Pode ser a ultima
A morte nos vem de mansinho
Nos acaricia a cada sonho
Enamora-se de nós em nosso repouso
Espera o momento certo de nos abraçar
Cada fio de cabelo que cresce, morre
Cada palavra dita ou não dita, morre
Cada criança que hoje brinca, morre
Cada árvore que nutre e floresce, morre
Frio, tremor, torpor
Morre o dia, morre a noite
Morrem sonhos, morre o amor
E eis que morremos todos
A cada dia vivido, é menos um dia
Cada página arrancada do calendário
É uma página a menos de existência
A morte reina serena
Nas nossas perdas e despedidas
Morremos a cada partida
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
O Suplício da Alma
E eis que em mim ele ressurge
O lado obscuro
O que de mim eu escondo
O meu submundo
O subterrâneo da minha alma
O sono profundo
A dor encarcerada
O lago profundo
O corpo inerte não levanta
Os olhos fitam o nada
Das mãos trêmulas são escritas palavras
Palavras que a boca não profere
Eis-me aqui a pensar
Eis-me aqui sem sonhar
Eis-me aqui a morrer
Eis-me aqui a padecer
Não sou eu quem fala
É a angústia que em mim propaga
É a escuridão que me domina
Será está a minha sina?
A mão fere o corpo
A dor não é o maior suplício
A busca é por algo
Que me resgate do abismo
Não sou eu quem fala
É apenas uma parte de mim
A parte que se esconde
Entre os risos sem fim
O lado obscuro
O que de mim eu escondo
O meu submundo
O subterrâneo da minha alma
O sono profundo
A dor encarcerada
O lago profundo
O corpo inerte não levanta
Os olhos fitam o nada
Das mãos trêmulas são escritas palavras
Palavras que a boca não profere
Eis-me aqui a pensar
Eis-me aqui sem sonhar
Eis-me aqui a morrer
Eis-me aqui a padecer
Não sou eu quem fala
É a angústia que em mim propaga
É a escuridão que me domina
Será está a minha sina?
A mão fere o corpo
A dor não é o maior suplício
A busca é por algo
Que me resgate do abismo
Não sou eu quem fala
É apenas uma parte de mim
A parte que se esconde
Entre os risos sem fim
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