A morte nos chega aos poucos
Nos toma a cada suspiro
Cada batida do coração
É uma batida a menos
Cada olhar lançado no horizonte
É um olhar a menos
Cada gota de orvalho
Pode ser a ultima
A morte nos vem de mansinho
Nos acaricia a cada sonho
Enamora-se de nós em nosso repouso
Espera o momento certo de nos abraçar
Cada fio de cabelo que cresce, morre
Cada palavra dita ou não dita, morre
Cada criança que hoje brinca, morre
Cada árvore que nutre e floresce, morre
Frio, tremor, torpor
Morre o dia, morre a noite
Morrem sonhos, morre o amor
E eis que morremos todos
A cada dia vivido, é menos um dia
Cada página arrancada do calendário
É uma página a menos de existência
A morte reina serena
Nas nossas perdas e despedidas
Morremos a cada partida
Local para divulgação de textos e opiniões diversas, sejam estes políticos, sociais, reflexivos, artísticos ou intimistas.
domingo, 20 de abril de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
O Suplício da Alma
E eis que em mim ele ressurge
O lado obscuro
O que de mim eu escondo
O meu submundo
O subterrâneo da minha alma
O sono profundo
A dor encarcerada
O lago profundo
O corpo inerte não levanta
Os olhos fitam o nada
Das mãos trêmulas são escritas palavras
Palavras que a boca não profere
Eis-me aqui a pensar
Eis-me aqui sem sonhar
Eis-me aqui a morrer
Eis-me aqui a padecer
Não sou eu quem fala
É a angústia que em mim propaga
É a escuridão que me domina
Será está a minha sina?
A mão fere o corpo
A dor não é o maior suplício
A busca é por algo
Que me resgate do abismo
Não sou eu quem fala
É apenas uma parte de mim
A parte que se esconde
Entre os risos sem fim
O lado obscuro
O que de mim eu escondo
O meu submundo
O subterrâneo da minha alma
O sono profundo
A dor encarcerada
O lago profundo
O corpo inerte não levanta
Os olhos fitam o nada
Das mãos trêmulas são escritas palavras
Palavras que a boca não profere
Eis-me aqui a pensar
Eis-me aqui sem sonhar
Eis-me aqui a morrer
Eis-me aqui a padecer
Não sou eu quem fala
É a angústia que em mim propaga
É a escuridão que me domina
Será está a minha sina?
A mão fere o corpo
A dor não é o maior suplício
A busca é por algo
Que me resgate do abismo
Não sou eu quem fala
É apenas uma parte de mim
A parte que se esconde
Entre os risos sem fim
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Vergonha: Um Caso Genoíno
Um caso julgado, uma corrupção. Entre 2005 e 2006 a compra de votos conhecida como Mensalão esteve ativa no Congresso Nacional. No ano de 2013, o caso foi julgado e 25 pessoas envolvidas foram condenadas. Ao serem efetivadas as ordens de prisão, deu-se início à mais uma comédia política no país.
Entre acusações de golpes políticos, exageradas reações de falsos heróis de lado à lado e chiliques partidários, a nossa mídia de rádio, TV, jornal e internet foi inundada de informações,opiniões, fatos e mitos. Não há ato de heroísmo em se fazer o serviço ao qual você se dispôs ao escolher uma carreira. Porém, tampouco existe perseguição política ao se investigar, julgar e prender um criminoso político.
Preso político ou político preso?
Não vamos confundir história passada com o presente latente. O fato de muitos dos condenados terem sido presos políticos no passado não os coloca em situação semelhante no presente. Não houve causa, senão a própria. As atividades ilícitas foram a causa genoína destas prisões. O fato de uma história falar pelo bem destes, faz com que suas ações sejam ainda mais condenáveis. Não apenas condenáveis, vergonhosas. Vexatórias. A história virou lama.
Agora o vexame se tornou ainda maior. Uma multa de mais de R$ 660.000,00 foi estipulada para que José Genoíno pagasse. O que fez sua família? Criou uma forma de arrecadar dinheiro dos "fãs" do político. Há que se louvar toda a inteligência destes em tornar todo o caso numa obra de folhetim. Desde a prisão, envolto em um lençol no pescoço, como se fosse um super-herói, o punho cerrado ao alto em pose de líder e militante de uma causa justa, passando pela brilhante jogada em cima da doença, com todo o drama de uma novela mexicana e culminando com os pedidos de "esmola" para a "causa".
Toda a questão foi tão bem articulada que muitas mentes se contaminaram com o dramalão e estão humildemente dando suas generosas contribuições pela "nobre causa". Enquanto a fome impera nos grandes centros urbanos, a seca assola o nordeste, o crime prolifera em todas as partes, a causa genoína atrai milhões. Dinheiro que é suado e que será derramado injustamente para remição dos pecados de um corrupto.
Quantos milhões não foram desviados de nossas escolas, hospitais, polícia, e bens públicos para movimentar a corrupção? Quanto de nós não é tirado diariamente para pagar salários astronômicos de pseudo servidores públicos, eleitos para lutarem em nossa causa? Quanto que estes senhores realmente advogam ou advogaram em nossa causa, seja num passado recente ou longínquo? Até quando seremos feitos de babacas perante os espertalhões que nos cercam?
Pensem, antes de doarem. Quem realmente merece o seu dinheiro e seu esforço.
Entre acusações de golpes políticos, exageradas reações de falsos heróis de lado à lado e chiliques partidários, a nossa mídia de rádio, TV, jornal e internet foi inundada de informações,opiniões, fatos e mitos. Não há ato de heroísmo em se fazer o serviço ao qual você se dispôs ao escolher uma carreira. Porém, tampouco existe perseguição política ao se investigar, julgar e prender um criminoso político.
Preso político ou político preso?
Não vamos confundir história passada com o presente latente. O fato de muitos dos condenados terem sido presos políticos no passado não os coloca em situação semelhante no presente. Não houve causa, senão a própria. As atividades ilícitas foram a causa genoína destas prisões. O fato de uma história falar pelo bem destes, faz com que suas ações sejam ainda mais condenáveis. Não apenas condenáveis, vergonhosas. Vexatórias. A história virou lama.
Agora o vexame se tornou ainda maior. Uma multa de mais de R$ 660.000,00 foi estipulada para que José Genoíno pagasse. O que fez sua família? Criou uma forma de arrecadar dinheiro dos "fãs" do político. Há que se louvar toda a inteligência destes em tornar todo o caso numa obra de folhetim. Desde a prisão, envolto em um lençol no pescoço, como se fosse um super-herói, o punho cerrado ao alto em pose de líder e militante de uma causa justa, passando pela brilhante jogada em cima da doença, com todo o drama de uma novela mexicana e culminando com os pedidos de "esmola" para a "causa".
Toda a questão foi tão bem articulada que muitas mentes se contaminaram com o dramalão e estão humildemente dando suas generosas contribuições pela "nobre causa". Enquanto a fome impera nos grandes centros urbanos, a seca assola o nordeste, o crime prolifera em todas as partes, a causa genoína atrai milhões. Dinheiro que é suado e que será derramado injustamente para remição dos pecados de um corrupto.
Quantos milhões não foram desviados de nossas escolas, hospitais, polícia, e bens públicos para movimentar a corrupção? Quanto de nós não é tirado diariamente para pagar salários astronômicos de pseudo servidores públicos, eleitos para lutarem em nossa causa? Quanto que estes senhores realmente advogam ou advogaram em nossa causa, seja num passado recente ou longínquo? Até quando seremos feitos de babacas perante os espertalhões que nos cercam?
Pensem, antes de doarem. Quem realmente merece o seu dinheiro e seu esforço.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
O Tempo
E eis que é chegado o tempo de deixar o tempo agir
O tempo que se diz dono da razão.
O tempo que domina toda a nossa ação.
É chegado o tempo em que perdemos o domínio sobre as coisas
Angústia e paciência se misturam
Estou inerte perante minha impossibilidade de mudar o tempo.
O amanhã está nebuloso
A bruma é por demais espessa para que vislumbre a luz que irradia por trás dela
O tempo me domina
No céu, não vejo estrela
A escuridão me domina
O tempo está fechado e o sol se perdeu por trás de uma colina
É tempo de deixar o tempo agir
Agir pelo mal presente
Agir pelo bem futuro
O tempo está ciente de que não é tempo de luz
É tempo de reflexão
É tempo de pedir uma mão
O tempo pede um tempo pra deixar o sol brilhar
Não há de ser já
Deixemos o tempo determinar.
O tempo que se diz dono da razão.
O tempo que domina toda a nossa ação.
É chegado o tempo em que perdemos o domínio sobre as coisas
Angústia e paciência se misturam
Estou inerte perante minha impossibilidade de mudar o tempo.
O amanhã está nebuloso
A bruma é por demais espessa para que vislumbre a luz que irradia por trás dela
O tempo me domina
No céu, não vejo estrela
A escuridão me domina
O tempo está fechado e o sol se perdeu por trás de uma colina
É tempo de deixar o tempo agir
Agir pelo mal presente
Agir pelo bem futuro
O tempo está ciente de que não é tempo de luz
É tempo de reflexão
É tempo de pedir uma mão
O tempo pede um tempo pra deixar o sol brilhar
Não há de ser já
Deixemos o tempo determinar.
sábado, 23 de novembro de 2013
Repouso em Mim
Repouso em mim
Em minha respiração acelerada
Repouso em minhas pernas cansadas
Minhas pernas que não suportam o peso do meu corpo
Repouso em mim
Em meu coração descompassado
Em minha mente dormente
Repouso na inércia da minha alma
Repouso em mim
Na incredulidade da vida
Repouso na carícia do sonho
Sonho este que há muito se perdeu
Repouso em mim
No que sou e no que fui
Repouso na ideia de ser um dia
Repouso na minha fantasia
Repouso em mim
Nas escuras covas em que repousam meus olhos
Repouso no meu sorriso sarcástico
Nas duras encenações do dia
Repouso em mim
Na ideia de mim
Repouso na busca infinita
De ver o Sol me sorrir
Em minha respiração acelerada
Repouso em minhas pernas cansadas
Minhas pernas que não suportam o peso do meu corpo
Repouso em mim
Em meu coração descompassado
Em minha mente dormente
Repouso na inércia da minha alma
Repouso em mim
Na incredulidade da vida
Repouso na carícia do sonho
Sonho este que há muito se perdeu
Repouso em mim
No que sou e no que fui
Repouso na ideia de ser um dia
Repouso na minha fantasia
Repouso em mim
Nas escuras covas em que repousam meus olhos
Repouso no meu sorriso sarcástico
Nas duras encenações do dia
Repouso em mim
Na ideia de mim
Repouso na busca infinita
De ver o Sol me sorrir
sábado, 2 de novembro de 2013
Água
Água que lava-me, leva-me daqui
Para onde haja paz e amor
Faz-me caminhar por verdes campos
Traz-me a paz sonhada
Faz-me voar com a brisa
Eleva-me ao sol para que me encha de luz
Faz-me escorrer como gotas de orvalho
Lança-me contra a terra
Faz-me renascer como flor.
Para onde haja paz e amor
Faz-me caminhar por verdes campos
Traz-me a paz sonhada
Faz-me voar com a brisa
Eleva-me ao sol para que me encha de luz
Faz-me escorrer como gotas de orvalho
Lança-me contra a terra
Faz-me renascer como flor.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O GIGANTE ACORDOU CONFUSO
Vinte centavos bastaram para que uma revolta social se iniciar. Depois de muito silêncio, acomodação e apatia, o povo resolveu acordar. O problema reside na forma que ele acordou. Desorientado, desordenado. Seguindo pistas de internet que são manipuladas segundo quem as posta. Não se sabe mais o que se reivindicar. Por todo lado, partidos políticos tentam se infiltrar no movimento para defenderem seus interesses. O que acaba acontecendo? Mais rixas entre direita/esquerda. Entre PT/PSDB.
Ora, ora, que povo ingênuo que ainda não percebeu que são apenas legendas. A ideologia morreu há muito. O que difere um partido do outro é apenas a posição de cada um no momento político. Apenas temos situação e oposição. Não há na prática uma esquerda ou uma direita. E os centristas acabam sempre por adotar um dos lados (situação ou oposição). E ninguém quer "largar o osso".
É admirável a tentativa de seguir em frente sem se ligar a um partido específico. Afinal a luta é de todos por melhorias nos serviços básicos da nossa sociedade. Não deve ser uma luta de uma facção apenas e sim de toda uma nação. Mas sem uma liderança, sem propostas fixas num papel e levadas a serem discutidas nas instâncias correspondentes, como poderemos chegar a um consenso? Como podemos estabelecer um acordo viável se apenas são realizadas passeatas sem uma finalidade concreta? Já conseguimos chamar a atenção das autoridades. Agora é preciso organização. Uma segunda etapa do processo precisa se iniciar. Ou, como disse a ex jogadora de Vôlei Ana Moser em uma rede social, "vira Woodstock".
Da forma que as manifestações estão sendo conduzidas, corre-se o risco de perder-se uma oportunidade histórica de real mudança. De revolução. E ainda corre-se um risco maior de que a ordem seja abalada e que os poderes usem de força para se protegerem. Vimos esse filme no passado. Ele se chamou Ditadura Militar e ocorreu depois de um processo em que houve uma caça às bruxas desordenada por parte da população.
Não acho que Impeachment seja a solução. Não que a nossa "presidenta" (não existe esse termo, podíamos falar o português corretamente sem frescuras feministas) esteja fazendo um brilhante trabalho. Mas qualquer outro que venha em seu lugar não irá fazer grande diferença. Todos os nossos governantes do passado tem pecados e benfeitorias em seus currículos. Não existem anjos ou demônios na política.
A política é cíclica. Não podemos exigir que apenas um segmento ideológico exerça poder. É preciso equilibrar a balança. Então sejamos inteligentes e não fiquemos cegos à ideologias pois nossos governantes mesmos não o são.
Ao invés de implodir o prédio e recomeçar tudo do zero, podemos reformar a construção, aproveitando o que ela tenha de bom e modificando aquilo que já não presta mais. Reforma política sim. Com propostas sólidas, diminuição de privilégios políticos e negociações sobre aposentadorias e benefícios. Com investigações sérias sobre as ações e punições aos corruptos na justiça comum, sem a tal imunidade parlamentar que tanto nos prejudica.
Não será amanhã que teremos um país justo para todos os seus habitantes. Não resolveremos todos os problemas da nossa sociedade em poucos meses ou anos. Estamos engatinhando. Vamos reformar o país tijolo por tijolo. E vamos ficar de olho. Não adormeçam quando o furacão dissipar. O momento vai passar, mas a consciência política não pode morrer. Estaremos de olho!!!
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