terça-feira, 8 de novembro de 2016

Não pense em crise. Rebele-se!!!

A juventude brasileira tem sido apática há décadas. Traumatizada pela ditadura. Desesperançada pela corrupção. Torturada pelo consumismo. Cega pela falta de orientação educacional.
Mas como se formam líderes? Como se muda um país? Como se renova um sistema?

A juventude hoje confunde política com partidarismo. Se você defende "fulano", é porque luta contra "sicrano". Mas política e partidarismo não são sinônimos. Não adianta lutar contra a corrupção deste e defender a daquele. Não são siglas de partidos que formam uma sociedade justa. É a luta pelo bem comum. Comum, ou seja, que atinja a todos. Sem distinção do cor, credo ou classe social.

O Brasil está doente. Em fase terminal. Possui um câncer chamado corrupção, com metástases na hipocrisia. A corrupção do menor que "cola" na prova porque não estudou. Do jovem que frauda a carteira de identidade para comprar bebida, cigarro ou entrar numa boate. Do adulto que suborna o guarda para não levar multa. Do empresário que faz acordos bilionários com políticos para beneficiar sua empresa em licitações. Dos políticos que usurpam milhões da nação em benefício próprio.

E então a nação quebra. Vai para a UTI. A solução prevista é a quarentena do trabalhador. Quarentena de 20 anos. A geladeira econômica. A era glacial da educação, da saúde e das políticas públicas. E enquanto isso, os juízes não podem "se envergonhar" de pedir aumento. Porque é "justo" reajustar os milhões de acordo com a inflação. Mas não é justo ocupar escolas por uma educação de qualidade. Não é justo o professor universitário fazer greve por melhores salários. Não é justo que o povo se revolte pelos políticos terem tantos auxílios em cima de seus proventos já tão elevados.

Mas a política é partidarismo. Pois ontem quem era "cara pintada", hoje abraça aquele que lhe roubou. Ontem a jovem que bateu panela e foi às ruas, hoje paga uma fortuna para fraudar o ENEM. Ontem quem era o "pai dos pobres", hoje é réu. E como ficamos todos? E que lição nos foi dada? Salve-se quem puder. Se o barco virar, eu já tenho minha bóia. Cada um que procure a sua.

E os "homens de Deus" limpam seus cofres. Fecham seus templos. Se refugiam das bombas. E os fiéis são esmagados pelas ondas. São jogados contra as pedras. Afogam-se na desesperança.

Os demais são gado. Seguem pastando, ruminando. Seguindo o curso do rebanho. Sem se dar conta de que está pronto para o abate.

Esta é a juventude que criamos. Que seguem líderes cegamente. Que não percebem que estão sendo apenas uma engrenagem de um sistema viciado, doente, inerte. Em que se mudam as peças do xadrez. Mas o xeque-mate é sempre dos poderosos.

Não pense em crise, trabalhe. Trabalhe contra a injustiça. Trabalhe contra o conformismo. Trabalhe em favor da renovação. Trabalhe para que todos saibam que nós somos o poder deste país. Trabalhe duro para extirpar o câncer em sua raiz. Não apenas do grande corrupto. Mas de cada participante desta sociedade enferma.

Trabalhe, se ocupe. OCUPE!!!

Ocupe escolas e universidades. Ocupe a câmara. Ocupem as ruas. Ocupem as praças, palácios, esquinas. Se ocupem em lutar pelos seus direitos. De brigar pelos seus ideais. Se ocupem em formar novas mentes, voltadas ao trabalho, às artes, à educação. Se ocupem em lutar por um país justo para todos. Inclusivo. Próspero. Pacífico. Forte. Unido.

Somos todos uma mesma nação. Não podemos deixar que ela se dissolva em egocentrismos e partidarismos. Vamos lutar por um futuro digno para todos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A Flor Isabella

Num dia de Sol
Nasceu a Flor mais bela
Podia ser cravo, podia ser rosa
Podia Margarida ou Angélica
Mas o destino preferiu Isabella

Com sorriso maroto e face singela
Séria e pensativa
Como se fosse fazer uma "trela"
Explode num riso sincero
Que é característico só Dela

Colhe inocentemente flores no jardim
Sem perceber que fincou raizes no meu coração
Acaricia meus cabelos como um anjo
E perfuma minha vida como jasmim

Da seus primeiros passos na vida
Olha curiosamente o mundo
Enxerga com a inocência
Este universo tão obscuro

É a esperança que nasce
No jardim da vida e do meu coração
É a luz divina
Materializada em nossas mãos

Bela Isabella
Menina do meu coração
A tia te ama muito
Que chega a ser imensidão

Imensidão que não finda
Que cresce como gramíneo
E invade como orquídea
Fincando raizes
No fundo do coração

Minha Flor querida
Seja sempre Bella
Cresça como as altas palmeiras
Mas não perca o perfume nem o doce
Permaneça com esse sorriso maroto
Que tanto me alegra

Seja sempre a bela Flor
Que como perfume de rosas
Flutua no vento
Com um canto suave
Que sussurra "Isabella"

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Lágrimas

É tarde
Tarde para mudar o que fiz
Tarde para me conter
Tarde para chorar

À tarde, rego as plantas
Rego-as de lágrimas
Lágrimas solitárias
Lágrimas solidárias

Pela manhã, lágrimas se formaram em gotas
À tarde em rios
À noite em cachoeiras

Lágrimas e mais lágrimas
Regando as frontes e travesseiros
Cobrindo de rubor a face e os lábios
Tornando os olhos pesados e inchados

Quantas lágrimas cabem em mim?
Quantas cabem dentro de nós?
É um rio perene que não finda?
É fonte inesgotável este sofrer?

Oh, lágrimas minhas
Me façam desfazer-me junto a ti
Me torna água e me deixe escorrer pelos rios
Torne-me a Ariel de Andersen

Faz-me espuma
Na imensidão do mar azul




sábado, 1 de outubro de 2016

Música: poesia de sons e silencio.



Música, poema de sons e silêncio
Tradução sonora da alma humana
Música que cura, que sara
Música que inspira e afaga

Dos fortes acordes de Beethoven ao silêncio de Cage
Da calma de Jobim ao peso de Osborn
Da doçura na voz de Nara à força de Elis
Da poesia trovadoristica de Renato ao Rap político de Sabotage 

O que é música, senão alma?
O que é música senão amor?
O que é música senão dor?
O que é música senão felicidade?

Música é a transcendentalidade do inconsciente humano
Música é a humanização do ruído
Dos batuques africanos que pulsam no coração.
Dos cantos indígenas que exaltam a natureza

A música permeia o mundo
Está no barulho do mar
No som dos ventos
No canto dos pássaros

A música está nos amantes que se enlaçam
Nos joelhos dobrados que rezam
No corpo que baila
Nos olhos que choram

Música que reflete a dor
Música que define a sociedade
Música que faz dançar
Música que nos permite sorrir

Esta é a essência da música
Ser a alma descrita em Söns
Os medos e os desejos
Música é a arte dos amantes.

Parceiro: Casa da Musika

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A música ajuda ex-ginasta a voltar a respirar

O ano de 2014 começou tenebroso para Laís Souza. Atleta da ginástica artística, integrante da seleção brasileira, se preparava para competir nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia. A modalidade era o esqui aéreo. Porém, durante os treinamentos em Salt Lake City, ela perde o controle durante uma descida e bate contra uma árvore.


Têm-se início um pesadelo. Com uma lesão na vértebra C3, na cervical, ela recebe o terrível diagnóstico de tetraplegia, ou seja, paralisia do pescoço para baixo. Devido à lesão, foi preciso realizar uma traqueostomia, procedimento cirúrgico em que um tubo de ventilação é posto na traqueia do paciente para que este possa respirar.

Em lesões do tipo, é comum que o paciente tenha de passar a vida em respiração mecânica. Porém, a força de vontade de Lais e a ajuda da música, fortaleceram os pulmões da atleta e permitiram que ela pudesse voltar a respirar normalmente.

"Eu odeio fazer exercício respiratório, e os exercícios que me passaram no hospital era chato. Teve um dia que eu resolvi, 'vamos botar um monte de música e ficar cantando'. E nesse dia eu fiquei cantando por umas 3 horas seguidas. E na última hora, meu oxigênio já tava em 100%", conta Laís.

Uma música em particular se tornou a "trilha sonora" da recuperação de Laís. A música "Encostar na Tua" da cantora mineira Ana Carolina, foi uma das mais incentivadoras para a ex-ginasta.

O canto trabalha diversas funções, sendo a respiratória uma das principais. No caso de Laís, não apenas ajudou a fortalecer os músculos da respiração, como também serviu de exercício para outras funções, como a deglutição e a fala, uma vez que o mesmo trabalha com pulmões, articulação de sons e movimentos de lábios e língua.

Hoje Laís vive um dia de cada vez, lutando para recuperar os movimentos de braços e pernas. Sempre embalada pelo poder da música música.

Parceiro: Casa da Musika

Referências:

http://globoplay.globo.com/v/3837360/

http://globoesporte.globo.com/olimpiadas-de-inverno/noticia/2014/03/fantastico-lais-souza-canta-recorda-acidente-e-mostra-forca-no-tratamento.html

http://esporte.uol.com.br/esportes-de-inverno/ultimas-noticias/2014/03/23/lais-revela-sonho-de-andar-e-conta-como-musica-a-ajudou-a-respirar.htm

https://esportes.terra.com.br/jogos-de-inverno/lais-souza/


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dia Mundial do Rock


O dia 13 de julho de 1985 foi uma marco histórico para a música mundial. Um grande festival foi realizado nesta data, como parte de uma campanha contra a fome no mundo, especialmente na Etiópia.

Organizado pelos músicos Bob Geldof e Midge Ure, o show aconteceu simultaneamente na Inglaterra, No estádio de Wembley, e nos Estados Unidos, no estádio J.F. Kennedy. Contando com um elenco de diversos artistas, como Paul McCartney, Phil Collins, Beach Boys, Queen, The Who, Led Zeppelin, Madonna, Mick Jagger, Joan Baez, David Bowie, entre outros, o show foi televisionado ao vivo, via satélite para diversas partes do mundo.


Pelo seu grande alcance e por sua importância em divulgar e lutar contra a fome na Etiópia, Phil Collins sugeriu que a data do show, 13 de julho, fosse considerada o dia mundial do Rock. Muito embora, essa data não seja oficialmente considerada como o dia do Rock, no Brasil, na década de 90, passou-se a divulgar desta forma, sendo abraçada pelos ouvintes, de forma que é uma data comemorada apenas no Brasil.


Parceiro: Casa da Musika


http://img.vmensagens.com/dia-do-rock/7.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_mundial_do_rock
https://www.theedgesusu.co.uk/wp-content/uploads/2015/07/live-aid.jpg
http://ichef-1.bbci.co.uk/news/560/media/images/78999000/jpg/_78999011_bandaid_get.jpg



terça-feira, 26 de abril de 2016

Cuspe na cara: seus filhos aprenderão

É lícito agora a agressão pública. Cuspir na cara de um adversário político ou de um casal em um restaurante é endossada pela população. É comemorado aos quatro cantos a agressão, a falta de educação. É justificada pelos erros dos outros.

Sem entrar no mérito do porquê da agressão, é esse o legado que devemos deixar para nossos filhos? Que está tudo bem em cuspir na cara do outro por não concordar com ele? Ou que devemos pagar uma agressão na mesma moeda?

Gandhi falava que o olho por olho apenas deixa o mundo inteiro cego. Jesus Cristo dizia que devemos oferecer a outra face. Martin Luther King Jr. se negava a reagir violentamente quando era agredido. Mas nós endossamos o cuspe de Jean Wyllys ou de José de Abreu. Porque nossas convicções políticas validam esses atos vergonhosos.

Eu já levei cuspe na cara uma vez. Devia ter 10 ou 11 anos. O motivo? O garoto simplesmente não ia com a minha cara. Estava sentada em cima de um carro, o garoto passou e me cuspiu, assim do nada. O que fiz? Absolutamente nada. Não valia a pena revidar. Usar fogo contra fogo. Não que eu nunca tivesse desejos de partir para cima dele. Mas de que isso ia me adiantar? Me tornar igual a ele? Não, eu não queria isso.

Da mesma forma, não quero ver meus filhos agindo assim. Cuspindo, agredindo verbal ou fisicamente outra pessoa. Por mais que esta mereça. E depois do cuspe, o que virá? O grito? Depois do grito, o soco? Depois chutes? E onde isso acaba? Em tiro?

Agredir nunca foi a solução. Violência apenas gera mais violência. Se perde a razão. Por mais nobre que seja a causa, ela se perde se você cede à brutalidade. E quando vermos nossas crianças agindo brutalmente umas com as outras, vamos refletir sobre os modelos que apresentamos a elas.

O que você quer para os seus filhos?