Uma linda menina apareceu um belo dia nas telas de cinema. Ela chamava atenção por sua beleza, sua presença na tela, seu talento e seus incomuns olhos cor-de-violeta. Chegou sem muito alarde a princípio. Depois se tornou deusa. Adorada, perseguida, ridicularizada e mitificada. Nas telas foi esposa cruel, foi rainha, foi gente simples também. Na vida foi mãe dedicada, ativista social e buscou o amor como poucos. Foram nove casamentos ao todo, sendo oito diferentes maridos. Teve seu corpo ferido e marcado pelo esforço do seu trabalho. Não mais andava, seu coração tornou-se cada vez mais frágil. Sofreu a dor de perder pessoas queridas e por fim descansou.
Nunca mais teus olhos cor-de-violeta. Nunca mais tua pose de rainha. Mas a mágica de Elizabeth Taylor há de perdurar por todo o sempre. Porque os grandes mestres não são esquecidos. Se tornam mitos que estarão para sempre guardados num lugar especial da nossa memória. Rest In Peace Dame Liz Taylor!!!
Local para divulgação de textos e opiniões diversas, sejam estes políticos, sociais, reflexivos, artísticos ou intimistas.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Adeus Olhos Cor-de-Violeta
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Todo Carnaval Tem Seu Fim...
Mais um carnaval levantou multidões e também polêmicas. Por todo lado vejo defensores e acusadores desta festa antiga que mobiliza todo o país. Ainda hoje pude ver um vídeo difundido na internet em que uma mulher elencava uma série de problemas atribuídos ao carnaval. Afinal, seria o carnaval algo tão abominável assim? Dentre os fatos alegados contra a festa estão os acidentes de transito. Porém acidentes por imprudência ou embriagues acontecem durante todo o ano e basta um feriado para que esses números cresçam, inclusive durante festas religiosas. Se o problema são as brigas que ocorrem por vezes durante a festa, isso vemos corriqueiramente durante uma partida de futebol ou dentro de um bar num fim de semana. Gravidez indesejada? Isso vemos durante todo o ano, em especial com menores de idade provenientes de famílias de baixa renda. Difusão de música de péssima qualidade? Aí o problema é bem mais sério e tem o suporte de uma mídia que existe para alienar o povo e encobrir os problemas do país. Também foi atribuído ao carnaval os gastos públicos com saúde e segurança. Ora, não é bom que estes sistemas estejam funcionando e atendendo da melhor forma possível a população? É verdade que os mesmos deveriam funcionar durante todo o ano, mas a preocupação se eleva apenas nas altas temporadas, visando não o bem da população residente da região, e sim a segurança dos turistas para que a região seja bem vista pelos que vem de fora, possibilitando maior movimentação da economia local.
O carnaval pode não ser um mar de rosas, mas os maiores problemas atribuídos ao mesmo se devem ao desvio de comportamento das pessoas que visam apenas o seu bel-prazer. E esse pensamento egocêntrico não surge devido a uma força maligna e misteriosa que se manifesta durante uma festa pagã. Esse é um problema que está entranhado na cultura de um povo que se acostumou a sempre tentar levar vantagem sobre os demais, custe o que custar. O carnaval não é uma questão religiosa, como muitos tentam atribuir. É uma questão política e comportamental.
Neste ano pude presenciar duas das maiores festas carnavalescas do país: o Galo da Madrugada e o carnaval de Olinda. Confesso que fui com um pouco de medo, mas ao fim pude ver que muito do que se fala sobre Carnaval é apenas mito. É óbvio que num local onde se concentram 100.000 pessoas as ocorrências serão bem maiores do que num local onde 100 pessoas circulam. Desfrutei, me entediei, cansei, pulei, fui espremida na multidão, tive bons e maus momentos. No fim de tudo, percebe-se que o carnaval não difere da nossa vida cotidiana. Apenas traz as mesmas vivências em maior intensidade.
E viva o carnaval!!!
Parceiro: Casa da Musika
O carnaval pode não ser um mar de rosas, mas os maiores problemas atribuídos ao mesmo se devem ao desvio de comportamento das pessoas que visam apenas o seu bel-prazer. E esse pensamento egocêntrico não surge devido a uma força maligna e misteriosa que se manifesta durante uma festa pagã. Esse é um problema que está entranhado na cultura de um povo que se acostumou a sempre tentar levar vantagem sobre os demais, custe o que custar. O carnaval não é uma questão religiosa, como muitos tentam atribuir. É uma questão política e comportamental.
Neste ano pude presenciar duas das maiores festas carnavalescas do país: o Galo da Madrugada e o carnaval de Olinda. Confesso que fui com um pouco de medo, mas ao fim pude ver que muito do que se fala sobre Carnaval é apenas mito. É óbvio que num local onde se concentram 100.000 pessoas as ocorrências serão bem maiores do que num local onde 100 pessoas circulam. Desfrutei, me entediei, cansei, pulei, fui espremida na multidão, tive bons e maus momentos. No fim de tudo, percebe-se que o carnaval não difere da nossa vida cotidiana. Apenas traz as mesmas vivências em maior intensidade.
E viva o carnaval!!!
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Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
De volta ao circo.
Mais um ano que se inicia com o espetáculo do mau gosto e da alienação sendo exibido no que antes era chamado de "cubo mágico" que é a nossa televisão. 11 anos se passaram e os mesmos personagens continuam a "abrilhantar" nossa telinha. O circo é o mesmo, assim como o enterteiner. O que muda são apenas algumas regras do "jogo" que no final pouco importam. O que vale mesmo se ocupar em arrumar picuinhas e ter o visual agradável aos olhos da curiosa população que sabe o que se passa a todo instante na tal casa, mas ignora por completo às ações de outra casa: a casa que comanda este imenso Titanic chamado Brasil. Vislumbrando a idéia de um dia ser "agraciado" com a participação no tal reality show, que poderia não dar-lhes o tão sonhado prêmio mas ao menos os daria os tais 15 minutos de fama, o povo assiste inerte ao desenrolar do "zoológico humano" sem se preocupar em utilizar-se deste tempo para beber um pouco da fonte inesgotável de cultura e conhecimento. Me faz lembrar de uma campanha que uma emissora de tv utilizava no meio da sua programação. Em meio a uma tela preta, surgia a frase; "Desligue a tv e vá ler um livro". Livros hoje estão cada vez mais se tornando artigos de museu. Não que seja errado que outras midias se encarreguem do papel que um dia pertenceu ao livro. Afinal, existe uma questão até de sustentabilidade em se trocar o uso do papel por livro virtuais, por exemplo. Mas o que preocupa é a falta de conteúdo, tanto na tv, como na internet. Voltando ao circo, bem me agradaria ver um verdadeiro espetáculo circense, com palhaço e malabaristas. Mas o circo que vemos hoje é no mais atual estilo romanico: um desprezível espetáculo onde, embora não haja matança de cristão, vemos morrer o pouco de dignidade que existia na televisão brasileira. Sei que toda fórmula de sucesso um dia se esgota. Só espero que não demorem mais 11 anos.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Anorexia: Uma fera silenciosa.
Isabelle Caro, Ana Carolina Reston, Luisel Ramos são nomes de mulheres que morreram atormentadas por um fantasma. Assim como Karen Carpenter e outras tantas que sofrem anonimamente de um mal silencioso que ataca corpo e mente. A fera atende pelo nome de Anorexia e é irmã de outra fera chamada Bulimia. O alvo principal são mulheres, em especial adolescentes que se tornam obcecadas em atingir um certo padrão de beleza. A beleza se esvai nos corpos cadavéricos, envelhecidos e esqueléticos de jovens que não conseguem enxergar nada além de números impressos em uma balança. Jovens cujos olhos percorrem todo o corpo buscando encontrar e exterminar o pouco de gordura que lhes resta cobrindo seus ossos. Pouco a pouco, o corpo começa a sucumbir pela inanição, com a falência de múltiplos órgãos. É incrível que após tantos anos e tantas mortes ainda não nos foi possível vencer a guerra contra esta fera que engole tantas jovens vidas. É ainda mais impressionante que a mídia ainda exalte a magreza excessiva como padrão de beleza obrigando, ainda que inconscientemente, essas jovens a se enquadrarem num padrão que fere a estrutura física a qual elas foram geneticamente projetadas a possuírem. O corpo morre, mas a morte primeira é a da mente. É a mente que traça objetivos, que estabelece metas. É a mente que se desliga do que os olhos revelam como sendo alertas para focar em pontos que destoam da meta traçada. A mente doente não enxerga a forma cadavérica do corpo, focando apenas nos pontos em que o mínimo de gordura parece resistir. A cada vida perdida, percebemos que ainda é preciso muito esforço para vencer essa fera silenciosa que insiste em rodear e aprisionar tantas jovens.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Brasil: Um paraíso de sanguessugas.
Hoje nosso nobre país vê mais uma de suas medidas "honrosas" passar no Congresso e no Senado: o aumento salarial para presidente, vice, ministros e parlamentares que a partir de fevereiro receberão "míseros" R$ 26,7 mil. Um simples aumento que em nada atrapalha na política de contenção de gastos. O salário dos parlamentares aumentou 60% e o do presidente 133%. Alguém lembra do aumento que foi oferecido aos funcionários públicos alguns anos atrás? Foi oferecido 1%. Quando que o trabalhador brasileiro recebeu um aumento de mais de 60%? O Brasil se mostra cada vez mais um paraíso de aproveitadores e sanguessugas que se alimentam do suor do povo, lhes dão migalhas e ainda são endeusados enquanto nadam no dinheiro público e recebem todas as regalias possíveis e imagináveis. E nem assim se dão por satisfeitos, pois ainda roubam e desviam verbas e saem livres por conta da tal imunidade parlamentar. Para nós, pobres seres humanos: aumento de juros e possível volta da CPMF. Também impressiona a rapidez da votação. Em uma tarde, o aumento de salário foi aprovado na Câmara e no Senado. Uma medida como o Ficha Limpa demorou meses pra ser votado. E ainda há quem acredite que os políticos realmente se importam com a população pobre. Se dão por satisfeitos com as esmolas que lhe são oferecidas e acham que foi um grande feito. Infelizmente no Brasil ainda se pensa que os políticos são nossos patrões e não o contrário. Somos nós que empregamos os políticos e é com o dinheiro do contribuinte que eles recebem seus salários "simbólicos". E quem vai pagar a conta desse novo aumento?
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
30 anos depois...
A exatos 30 anos uma vida havia sido tirada. Assim como muitas vidas são perdidas pela estupidez humana, esta vida foi tirada por 4 tiros disparados por alguém que se dizia um fã. Podia esta ser uma história como tantas outras que ouvimos por aí de assassinatos em brigas de bar ou de trânsito. O que dá a esta história um sentido especial é a de que a vítima era John Lennon, uma pessoa pública e cuja influência musical é provavelmente a mais importânte do século XX. Mas existe ainda um dado mais interessante e bastante curioso: John Lennon era um defensor fervoroso da paz. Ora, muitos podem pensar que a paz é um bem desejado por todos, mas são bem poucos os que verdadeiramente lutam pela paz e utilizando as armas corretas. Enquanto muitos empunham armas em nome da paz, Lennon fazia um protesto silencioso na cama de seu quarto. Mas o homem que, embora não pregasse nenhuma religião, pregava tanto pela paz acabou tendo a vida tirada pela violência. O dado curioso relatado anteriormente é que não são poucos os casos de defensores da paz que acabam em assassinatos. O caso mais famoso é provavelmente o de Jesus Cristo, morto pela conspiração que o colocou como um rebelde que ameaçava o Estado. Não estou comparando Lennon com Jesus, apenas relatando um fato. Da mesma forma, Martin Luther King lutava pela paz e igualdade e teve a vida tirada. Gandhi fazia greve de fome para evitar Guerras Civís na Índia e também foi morto. Podemos citar muitos outros exemplos que nos farão perceber o quanto ainda estamos longe da paz que todos dizemos que sonhamos. Estes mártires não podem ser esquecidos. Devem permanecer na nossa memória para nos mostrar que ainda é preciso lutar pela paz, mas lutar sem utilizar a violência. Afinal, como dizia Lennon: All We Need Is Love.
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Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Guerra na terra do Cristo.
Começou uma nova guerra na cidade maravilhosa. O cenário é conhecido, as armas é que estão mais avançadas. O desfecho desta guerra é o que menos importa. Ocupações, mortes, tiroteios... Depois de desmontar a rede do tráfico, quem estará pra limpar a sujeira e garantir que o cartel não seja reerguido? Que políticas de prevenção serão feitas para manter a ordem? No país onde o crime começa nos altos escalões, não é possível vislumbrar o fim definitivo do crime organizado. Aliás, se tem algo neste país que é organizado é o crime. Não é a primeira vez que vemos uma operação de guerra ser realizada nos morros cariocas, e provavelmente também não será a última. A falta de educação, saneamento básico, saúde, etc são facilitadores para que o crime germine na sociedade. A polícia é corrupta, os políticos idem, o crime é atraente, fácil e gera muito mais dinheiro do que uma profissão honesta. A prisões tem sido um porto seguro para que os chefes do tráfico comandem ações sem temer serem mortos pelos adversários. O medo agora é pela Copa e Olimpíadas. Mas devemos temer realmente é pela geração que está sendo formada neste ambiente. Que futuro terão os filhos do tráfico? Esta é a verdadeira luta que devemos travar para que o futuro seja menos sombrio e que guerras urbanas como esta não mais assolem o Rio de Janeiro ou qualquer outra cidade deste país.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
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