Salve o dia em que se reverencia o trabalho daqueles que trazem melodia e harmonia para a nossa vida. Salve os que trabalham para levar divertimento aos demais. Dia 22 de novembro se comemora o dia da música. A data remete à padroeira dos músicos, Santa Cecília, mártir que utilizou-se da música para suportar a dor que os ferimentos mortais lhe causavam.
A música nos toma por completo. Quando menos esperamos, ela nos seduz e nos arrasta para seu leito melodioso. Envoltos em sua harmonia, hora consonante, hora dissonante, mergulhamos num mar de colcheias e semicolcheias, fusas e semifusas, mínimas e semínimas. As claves nos guiam por registro graves e agudos de frequências modulares que culminam na cadência perfeita da nossa existência.
No andamento da vida do músico, muitas vezes passamos por momentos Lúgubres, Tristesse. A necessidade obriga o músico a viver em Prestíssimo, entre aulas e concertos, estudos e partituras. Mas ao final do dia voltamos em Allegro porque o fazemos por amor.
Muitas pausas podem ocorrer na vida de um músico, ritardando a tão almejada estabilidade financeira. Se a pausa é de breve à longa, muitos acabam enveredando por outros caminhos, provocando uma cadência interrompida ou deceptiva. A necessidade pode afastar um músico de sua profissão, mas não consegue apagar o que na alma está marcado em Fortíssimo.
A todos nós que pela música vivemos. Temos o nobre trabalho de atingir a sensibilidade humana por meio da manipulação dos sons. Cada qual com o seu timbre característico levando a música aos corações humanos, seja pelo meio acadêmico, seja pelo meio da apreciação. A música sobrevive graças aos heróis que dela e por ela vivem. Que continuemos a nossa jornada musical sem que a mesma jamais chegue ao Fine.
Feliz dia dos músicos!!!
Parceiro: Casa da Musika
Local para divulgação de textos e opiniões diversas, sejam estes políticos, sociais, reflexivos, artísticos ou intimistas.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Aos Músicos
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Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Futebol: Paixão Sangrenta
Um time cai, um outro ri. Pelo riso se morre. Se mata pelo orgulho ferido de um time de futebol em declínio. Não são raros os casos de brigas entre torcidas organizadas que acabam por gerar tragédias. Não entendo a violência, tampouco uma violência gratuita que gira em torno de uma instituição, de um clube.
Sim o futebol é uma paixão. Aliás, quem de nós torcedores nunca xingou o adversário ou o juiz no calor de uma partida. Xingamos até os nossos próprios jogadores e técnicos. Também nos alegra fazer piadas bem humoradas acerca dos nossos mais respeitáveis adversários. É apenas rivalidade, e é bom que ela exista. Porém, dentro dos limites da razão.
Mas quando a paixão se torna uma patologia, se morre e se mata por um escudo, uma bandeira, um hino, uma camisa. Covardemente, os fanáticos agridem-se uns aos outros com armas de fogo, armas brancas, chutes ou pontapés. Balas de revólver tiram vidas e destroem sonhos. Deixam pais em luto e crianças órfãs. Selvageria muitas vezes televisionada.
Me recordo de um confronto entre torcidas da esfera paulistana de futebol. O estádio depredado por vândalos e assassinos em potencial que, armados com os destroços das cadeiras, matavam uns aos outros com pauladas.Que tipo de amor doentio é esse? Por que matar alguém que você nunca viu na vida, por causa de um time de futebol?
O sofrimento pela queda, eliminação ou decadência de um time não deve estar acima do repeito à vida. Não é justo abreviar uma vida por causa de uma rixa entre torcidas. Deveríamos acabar com as torcidas organizadas antes que as mesmas sejam responsáveis pelo fim do futebol.
Sim o futebol é uma paixão. Aliás, quem de nós torcedores nunca xingou o adversário ou o juiz no calor de uma partida. Xingamos até os nossos próprios jogadores e técnicos. Também nos alegra fazer piadas bem humoradas acerca dos nossos mais respeitáveis adversários. É apenas rivalidade, e é bom que ela exista. Porém, dentro dos limites da razão.
Mas quando a paixão se torna uma patologia, se morre e se mata por um escudo, uma bandeira, um hino, uma camisa. Covardemente, os fanáticos agridem-se uns aos outros com armas de fogo, armas brancas, chutes ou pontapés. Balas de revólver tiram vidas e destroem sonhos. Deixam pais em luto e crianças órfãs. Selvageria muitas vezes televisionada.
Me recordo de um confronto entre torcidas da esfera paulistana de futebol. O estádio depredado por vândalos e assassinos em potencial que, armados com os destroços das cadeiras, matavam uns aos outros com pauladas.Que tipo de amor doentio é esse? Por que matar alguém que você nunca viu na vida, por causa de um time de futebol?
O sofrimento pela queda, eliminação ou decadência de um time não deve estar acima do repeito à vida. Não é justo abreviar uma vida por causa de uma rixa entre torcidas. Deveríamos acabar com as torcidas organizadas antes que as mesmas sejam responsáveis pelo fim do futebol.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O Homossexualismo e a Intolerância.
Desde que pisamos neste universo e começamos a nos relacionar uns com os outros é muito provável que as relações entre seres do mesmo sexo já existissem. Ao passo em que os seres humanos iam se distinguindo dos demais animais, as relações afetivas foram adquirindo um carácter diferenciado que não se baseava apenas no sexo e necessidade de procriação. Da mesma forma, as relações homoafetivas foram se desenvolvendo na sociedade, porém abafada pelas regras impostas pelas normas e regimes na qual a sociedade firmou suas bases.
Foram necessários muitos séculos para que os homossexuais tivessem o direito de viverem sua orientação em sua plenitude. Ainda nos dias atuais prefere-se que os mesmos mantenham sigilo de suas ações. A hipocrisia faz com que muitos sequer liguem para a existência de gays ou lésbicas, desde que os mesmos não estejam inseridos em sua família e nem façam demonstração pública de afeto. O simples ato de beijar em público causa a revolta de muitos.
Alguns mantém dentro de si um grau tão elevado de intolerância que utilizam de violência física e/ou moral para tentar impor sua condição heterossexual aos demais integrantes da sociedade. Que dizer do tal estupro corretivo? Esta prática animalesca que visa por meio da violência sexual "curar" pessoas, mulheres preferencialmente, do homossexualismo. Que dizer também daqueles que simplesmente agridem verbal ou fisicamente um casal homoafetivo que está caminhando de mãos dadas numa rua?
Quando a intolerância vem de casa, uma situação que poderia ser facilmente discutida e entendida, pode ganhar ares de tragédia shakespeariana. Se as pessoas que compartilham o mesmo código genético e as mesmas memórias de vida não são capazes de tolerá-los, como podemos pedir que a sociedade como um todo o faça? Sem apoio e muitas vezes sendo expulsos de casa, o caminho a seguir acaba por recair na prostituição.
Muitos são os que tentam "curar" o homossexualismo pela religião. Embora não consista na violência física ou moral, essa pratica é na verdade uma violência psicológica que tenta punir um suposto pecado e forçar o indivíduo a entender a sua própria natureza como sendo uma tentação demoníaca. Ao invés de "curado" o indivíduo fica reprimido. Suas funções biológicas continuam as mesmas, assim como seus desejos. Apenas os mesmos não são externados e são "controlados" por orações e penitências.
Só poderemos considerar a nossa sociedade como justa e igualitária quando a mesma for capaz de viver em harmonia com todas as suas diferenças, sejam elas de afetividade, religiosas, políticas, raciais, etc.
Foram necessários muitos séculos para que os homossexuais tivessem o direito de viverem sua orientação em sua plenitude. Ainda nos dias atuais prefere-se que os mesmos mantenham sigilo de suas ações. A hipocrisia faz com que muitos sequer liguem para a existência de gays ou lésbicas, desde que os mesmos não estejam inseridos em sua família e nem façam demonstração pública de afeto. O simples ato de beijar em público causa a revolta de muitos.
Alguns mantém dentro de si um grau tão elevado de intolerância que utilizam de violência física e/ou moral para tentar impor sua condição heterossexual aos demais integrantes da sociedade. Que dizer do tal estupro corretivo? Esta prática animalesca que visa por meio da violência sexual "curar" pessoas, mulheres preferencialmente, do homossexualismo. Que dizer também daqueles que simplesmente agridem verbal ou fisicamente um casal homoafetivo que está caminhando de mãos dadas numa rua?
Quando a intolerância vem de casa, uma situação que poderia ser facilmente discutida e entendida, pode ganhar ares de tragédia shakespeariana. Se as pessoas que compartilham o mesmo código genético e as mesmas memórias de vida não são capazes de tolerá-los, como podemos pedir que a sociedade como um todo o faça? Sem apoio e muitas vezes sendo expulsos de casa, o caminho a seguir acaba por recair na prostituição.
Muitos são os que tentam "curar" o homossexualismo pela religião. Embora não consista na violência física ou moral, essa pratica é na verdade uma violência psicológica que tenta punir um suposto pecado e forçar o indivíduo a entender a sua própria natureza como sendo uma tentação demoníaca. Ao invés de "curado" o indivíduo fica reprimido. Suas funções biológicas continuam as mesmas, assim como seus desejos. Apenas os mesmos não são externados e são "controlados" por orações e penitências.
Só poderemos considerar a nossa sociedade como justa e igualitária quando a mesma for capaz de viver em harmonia com todas as suas diferenças, sejam elas de afetividade, religiosas, políticas, raciais, etc.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Cai o Rei de Espadas...
É o fim de mais uma ditadura. Mais uma nação que se levanta contra a brutalidade e monstruosidade de um ser que se diz humano. O espetáculo da violência foi visto e noticiado por todos os meios de comunicação conhecidos. Vimos um corpo ser exibido como troféu.
Foram 32 anos de governo. Muitos dos que participaram de sua perseguição sequer conheceram sua nação livre. O ódio cresceu dentro deles ao mesmo tempo que os mesmos cresciam. A liberdade tem um preço difícil de se pagar. Muitas vezes o valor pago é a própria alma.
Não há como louvar os acontecimentos que levaram a derrubar o ditador. Também não nos cabe julgar de nossas confortáveis nações as atitudes daqueles que cometeram tais atos. Louvar ou repudiar tais atos seriam um equivoco de nossa parte. Não se pode louvar o frio assassinato de um homem que já se encontrava dominado por completo. Não se pode repudiar um ato cometido por pessoas que na vida conviveram com o terror de perto.
Nos cabe apenas registrar que mais um ditador deixou de existir e torcer para que esta nação se erga livre e justa. Que a Líbia se fortaleça e que seus filhos a governem com sabedoria e bondade.
Foram 32 anos de governo. Muitos dos que participaram de sua perseguição sequer conheceram sua nação livre. O ódio cresceu dentro deles ao mesmo tempo que os mesmos cresciam. A liberdade tem um preço difícil de se pagar. Muitas vezes o valor pago é a própria alma.
Não há como louvar os acontecimentos que levaram a derrubar o ditador. Também não nos cabe julgar de nossas confortáveis nações as atitudes daqueles que cometeram tais atos. Louvar ou repudiar tais atos seriam um equivoco de nossa parte. Não se pode louvar o frio assassinato de um homem que já se encontrava dominado por completo. Não se pode repudiar um ato cometido por pessoas que na vida conviveram com o terror de perto.
Nos cabe apenas registrar que mais um ditador deixou de existir e torcer para que esta nação se erga livre e justa. Que a Líbia se fortaleça e que seus filhos a governem com sabedoria e bondade.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Ao mestre, com carinho
Dia 15 de outubro é comemorado o dia do professor. Nada mais justo que esta profissão tão antiga tenha uma data comemorativa, especialmente para se fazer lembrar de quão importante é a figura do professor na nossa sociedade. Sem pieguices de querer fazer do professor um "salvador da pátria". O professor não é o Messias e nem deveria ser. Mas as circunstâncias às quais estes profissionais são colocados, fazem-os assemelhar-se à guerreiros solitários que lutam por causas aparentemente perdidas.
Turmas lotadas, acúmulo de funções, recursos escassos e remuneração indigna. Estas são algumas das condições dos mestres da educação neste país. Não é à toa que as Licenciaturas tem sido cada vez mais preteridas pelos alunos que prestam exames admissionais nas Universidades. Ser professor hoje é profissão de risco, e sem taxa de insalubridade. Esforços sonoros que provocam patologias nas pregas vocais, excesso de trabalho que os obriga a terminarem relatórios e correções em suas horas de folgas e fins de semana. O professor é um trabalhador em tempo integral.
Antes reverenciado como mestre, nos dias atuais a imagem do professor tem sido a de um serviçal, especialmente nas esferas particulares. Na base do "eu pago", o mestre vira vassalo que depende do seu senhor e portanto deve servi-lo como aquele bem entender se quiser manter-se empregado. E com a crescente violência social o professor ainda tem enfrentado as mais diversas formas de ameaça, incluindo o risco de morte.
Lembro-me bem da imagem maternal das professoras de primeiras séries. Ensinar tem se tornado cada vez mais um ato de amor. Afinal, que outro sentimento nos faz suportar tanto senão o sentimento maior de todos? Embora não compartilhe da ideia de que os professores são substitutos dos pais, acredito que o mestre deve agir para o melhoramento do ser social. A educação deve partir das duas instancias, a familiar e a escolar.
Tantos exemplos podem ser encontrados na literatura ou nas artes cinematográficas de grandes mestres da arte de lecionar, sejam eles reais ou fictícios. Como não lembrar da figura de Sidney Poitier que retrata um professor negro lecionando para uma turma de brancos rebeldes. Lembrar de como aquele ambiente arredio de preconceitos raciais se transformou e deu lugar a um sentimento de adoração. Que bom seria se exemplos como este ocorressem nos dias atuais.
Educar é também uma arte. É preciso muita destreza para instruir as diferentes mentes que encontramos pelo caminho. Mentes com processos de aprendizagem distintos, bem como diferentes vivências. Diagnosticar e aplicar a metodologia ideal para cada indivíduo requer paciência e perseverança do educador. Conquistar a confiança dos mais rebeldes, requer empenho.
Obviamente na nossa jornada pela vida nos deparamos com professores que nos desagradam. Muitos destes, presos às velhas fórmulas que outrora pareciam eficazes. Atados numa atmosfera que não mais existe, devido a constante renovação social em que vivemos, estes mestres do passado tornam-se por vezes arrogantes e ultrapassados. Portanto, na arte de educar, o mestre deve estar sempre ávido pela renovação, pela reciclagem de conteúdos e métodos.
Aos mestres do passado, presente e futuro, obrigado por sua dedicação. Que possamos todos construir nações de pensadores livres. Que nos seja possível alcançar o respeito devido pela dedicação empregada na eterna busca pelo conhecimento. Dia do professor não é apenas uma data comemorativa do calendário. Dia do professor é todo dia que o mesmo dedica aos seus pupilos.
Parceiro: Casa da Musika
Educar é também uma arte. É preciso muita destreza para instruir as diferentes mentes que encontramos pelo caminho. Mentes com processos de aprendizagem distintos, bem como diferentes vivências. Diagnosticar e aplicar a metodologia ideal para cada indivíduo requer paciência e perseverança do educador. Conquistar a confiança dos mais rebeldes, requer empenho.
Obviamente na nossa jornada pela vida nos deparamos com professores que nos desagradam. Muitos destes, presos às velhas fórmulas que outrora pareciam eficazes. Atados numa atmosfera que não mais existe, devido a constante renovação social em que vivemos, estes mestres do passado tornam-se por vezes arrogantes e ultrapassados. Portanto, na arte de educar, o mestre deve estar sempre ávido pela renovação, pela reciclagem de conteúdos e métodos.
Aos mestres do passado, presente e futuro, obrigado por sua dedicação. Que possamos todos construir nações de pensadores livres. Que nos seja possível alcançar o respeito devido pela dedicação empregada na eterna busca pelo conhecimento. Dia do professor não é apenas uma data comemorativa do calendário. Dia do professor é todo dia que o mesmo dedica aos seus pupilos.
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Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A Conspiração
Os Estados Unidos são conhecidos pela força bélica, econômica e pelas teorias da conspiração. Cada fato novo, notícia de grande repercussão ou mesmo um grupo novo de sucesso, surgem teorias mirabolantes para explicar os fatos em suas "reais" bases. Não tem sido diferente com os atentados de 11 de setembro. Muitos são os que acreditam que a família Bush teria tramado todo aquele horror que acompanhamos pela televisão.
Sejamos muito cautelosos antes de cairmos nas redes das teorias conspiratórias. É bem verdade que os governos americanos tem uma mania irritante de financiar novos regimes de governo pouco democráticos. Foi assim com o nosso regime militar. Temendo o crescimento do Socialismo no mundo e percebendo que o Brasil era um grande candidato a seguir tal regime, os americanos não exitaram em mandar recursos para que o golpe ocorresse e sufocasse as tentativas comunistas e socialistas.
Em outros países o mesmo ocorreu e ao longo dos anos os EUA passaram a pousarem de delegados do mundo, controlando os regimes e países mais vulneráveis. O que eles não imaginavam é que poderiam estar cavando a própria sepultura. Política é feita de alianças e as mesmas são facilmente rompidas, especialmente quando as duas partes se encontram fortes o suficiente para se enfrentarem. O governo americano cometeu um grave erro segundo análise do célebre Maquiavel: deu chances para que os "principados" conquistados pudessem se levantar contra ele.
Não acredito, sinceramente, que Bush ou qualquer outro na posição dele, seria capaz de atentar contra sua própria população visando apenas o poder econômico. Hoje a guerra está sendo repudiada pela maioria, mas 10 anos atrás, todos clamavam por ela. Nada disso difere do Vietnã. Tampouco de Hiroshima e Nagasaki. Os americanos tiveram seu orgulho ferido e mergulharam no medo e a resposta de um país cuja história é baseada em luta armada é sempre de contra atacar pela força.
Mas tal como se deu no Vietnã, os americanos se mostram fortes no poderio bélico, porém fracos em estratégias. Desta forma, o país se arrasta por 10 anos de uma guerra que lhe toma milhões e reduz sua confiabilidade a cada dia. A guerra não é mais rentável, porém o país não pode simplesmente causar a confusão e deixar a desordem para que outros arrumem a casa. É preciso dar condições para que os países invadidos possam se reerguer, o que requer mais gastos.
Muitos falam que haveriam bombas nos prédios e que eles explodiram, o que ocorreria também com outros prédios do local. Essa afirmação, além de pouco confiável é quase infantil. Um avião repleto de combustível já é uma bomba em potencial. É só observar nos mais simples acidentes desse veículo. A vasão de combustível, aliada às fagulhas do impacto são suficientes para causar danos incríveis. E diferentemente de uma implosão de um edifício, uma explosão atingirá uma área muito maior, comprometendo estruturas vizinhas as do local atingido.
Não sou a favor de guerras. Sigo Jesus, Gandhi e todos os revolucionários que pregam pela reação pacífica. Porém meus ideais contrários ao pensamento americano não me dão o direito de pregar o anti americanismo, ou de achar que os EUA são o "câncer do mundo" como muitos afirmam. E afinal quem somos nós para julgarmos as atitudes norte americanas se o próprio Brasil exerce na América Latina o mesmo papel controlador? Se quando foi formado o Mercossul, a grande queixa era a de que o Brasil exercia uma soberania exagerada, impondo sua moeda mais forte e sua forma de comércio? A verdade é que Brasil e EUA diferem apenas na proporção de sua atuação, mas os princípios são bem semelhantes.
Sejamos muito cautelosos antes de cairmos nas redes das teorias conspiratórias. É bem verdade que os governos americanos tem uma mania irritante de financiar novos regimes de governo pouco democráticos. Foi assim com o nosso regime militar. Temendo o crescimento do Socialismo no mundo e percebendo que o Brasil era um grande candidato a seguir tal regime, os americanos não exitaram em mandar recursos para que o golpe ocorresse e sufocasse as tentativas comunistas e socialistas.
Em outros países o mesmo ocorreu e ao longo dos anos os EUA passaram a pousarem de delegados do mundo, controlando os regimes e países mais vulneráveis. O que eles não imaginavam é que poderiam estar cavando a própria sepultura. Política é feita de alianças e as mesmas são facilmente rompidas, especialmente quando as duas partes se encontram fortes o suficiente para se enfrentarem. O governo americano cometeu um grave erro segundo análise do célebre Maquiavel: deu chances para que os "principados" conquistados pudessem se levantar contra ele.
Não acredito, sinceramente, que Bush ou qualquer outro na posição dele, seria capaz de atentar contra sua própria população visando apenas o poder econômico. Hoje a guerra está sendo repudiada pela maioria, mas 10 anos atrás, todos clamavam por ela. Nada disso difere do Vietnã. Tampouco de Hiroshima e Nagasaki. Os americanos tiveram seu orgulho ferido e mergulharam no medo e a resposta de um país cuja história é baseada em luta armada é sempre de contra atacar pela força.
Mas tal como se deu no Vietnã, os americanos se mostram fortes no poderio bélico, porém fracos em estratégias. Desta forma, o país se arrasta por 10 anos de uma guerra que lhe toma milhões e reduz sua confiabilidade a cada dia. A guerra não é mais rentável, porém o país não pode simplesmente causar a confusão e deixar a desordem para que outros arrumem a casa. É preciso dar condições para que os países invadidos possam se reerguer, o que requer mais gastos.
Muitos falam que haveriam bombas nos prédios e que eles explodiram, o que ocorreria também com outros prédios do local. Essa afirmação, além de pouco confiável é quase infantil. Um avião repleto de combustível já é uma bomba em potencial. É só observar nos mais simples acidentes desse veículo. A vasão de combustível, aliada às fagulhas do impacto são suficientes para causar danos incríveis. E diferentemente de uma implosão de um edifício, uma explosão atingirá uma área muito maior, comprometendo estruturas vizinhas as do local atingido.
Não sou a favor de guerras. Sigo Jesus, Gandhi e todos os revolucionários que pregam pela reação pacífica. Porém meus ideais contrários ao pensamento americano não me dão o direito de pregar o anti americanismo, ou de achar que os EUA são o "câncer do mundo" como muitos afirmam. E afinal quem somos nós para julgarmos as atitudes norte americanas se o próprio Brasil exerce na América Latina o mesmo papel controlador? Se quando foi formado o Mercossul, a grande queixa era a de que o Brasil exercia uma soberania exagerada, impondo sua moeda mais forte e sua forma de comércio? A verdade é que Brasil e EUA diferem apenas na proporção de sua atuação, mas os princípios são bem semelhantes.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
11 de Setembro
Sozinha, no meu quarto onde minha companhia se resumia ao meu violão. Entre acordes e dedilhados, estudos em partituras, estava mergulhada em mim mesma. Foi então que liguei a pequena televisão que lá havia e me deparei com dois gigantes em chamas. Demorei a entender do que se tratava, até ser reprisado o exato momento do impacto. O violão, meu fiel companheiro, ficou de lado. Não havia sentido, naquele momento, retornar às partituras. O mundo mudava naquele instante.
Em um ato suicido-homicida, um avião é atirado contra um edifício de trabalhadores. Em partes, nos faz lembrar de Pearl Harbor, muito embora aquela fosse uma situação de guerra e o alvo eram militares com condições de se defenderem. O World Trade Center era um local de trabalho, onde pais e mães da família trabalhavam para garantir o sustento próprio e da família. Nos aviões usado como misseis, idem.
10 anos se passaram. A fragilidade do gigante do Norte foi exposta. Nunca mais ele foi o mesmo. Tornou-se amargurado, vingativo, psicologicamente frágil. A terra das oportunidades se tornou a terra das dificuldades, das quebras de banco, da quase recessão. Guerras infinitas, dívidas em moratória, filas de desemprego superiores às ofertas de trabalho.
A perseguição no mundo árabe culminou com a morte do terrorista, mas os efeitos do terror não foram extintos. Morreu o malfeitor, mas o mal ainda vive. Endeusada pelas mentes corroídas em lavagens cerebrais, a imagem do mal ainda paira no Universo, em forma de falsos profetas que disseminam uma falsa ideia de religião. Deturpando o sagrado, formam exércitos de zumbis dispostos a porem fim às suas próprias vidas para que os grandes permaneçam em seus palácios, cercados de luxo e riqueza em sua dominação sobre os mais frágeis de sua nação.
Muitos no mundo se negam a partilharem da dor das famílias do 11 de setembro. Negam-se unicamente por uma visão política, uma rixa entre ricos e novos ricos. Não vêem além de números para contabilizarem tragédias maiores ou menores. Pouco importa se morrem dois mil ou dois milhões. São vidas, seres humanos que realizavam suas tarefas diárias, que tinham sonhos. São gente, não números. Poderiam ser um de nós ou um dos nossos. Deveríamos pensar no individual, na mãe que perdeu seu filho, no marido que perdeu sua esposa, nos tios, primos, noivos, irmãos.
Um minuto de silêncio pelas vitimas dos atentados. O olhar voltado para onde hoje fica o Marco Zero. A história não pode ser refeita, mas pode se refazer a sociedade. Mesmo abalada, triste e machucada, a fênix ainda pode surgir das cinzas, fortalecida e, quem sabe, mais justa e humana. O mundo não será mais o mesmo. Ao menos podemos sonhar que ele se torne algo melhor.
Em um ato suicido-homicida, um avião é atirado contra um edifício de trabalhadores. Em partes, nos faz lembrar de Pearl Harbor, muito embora aquela fosse uma situação de guerra e o alvo eram militares com condições de se defenderem. O World Trade Center era um local de trabalho, onde pais e mães da família trabalhavam para garantir o sustento próprio e da família. Nos aviões usado como misseis, idem.
10 anos se passaram. A fragilidade do gigante do Norte foi exposta. Nunca mais ele foi o mesmo. Tornou-se amargurado, vingativo, psicologicamente frágil. A terra das oportunidades se tornou a terra das dificuldades, das quebras de banco, da quase recessão. Guerras infinitas, dívidas em moratória, filas de desemprego superiores às ofertas de trabalho.
A perseguição no mundo árabe culminou com a morte do terrorista, mas os efeitos do terror não foram extintos. Morreu o malfeitor, mas o mal ainda vive. Endeusada pelas mentes corroídas em lavagens cerebrais, a imagem do mal ainda paira no Universo, em forma de falsos profetas que disseminam uma falsa ideia de religião. Deturpando o sagrado, formam exércitos de zumbis dispostos a porem fim às suas próprias vidas para que os grandes permaneçam em seus palácios, cercados de luxo e riqueza em sua dominação sobre os mais frágeis de sua nação.
Muitos no mundo se negam a partilharem da dor das famílias do 11 de setembro. Negam-se unicamente por uma visão política, uma rixa entre ricos e novos ricos. Não vêem além de números para contabilizarem tragédias maiores ou menores. Pouco importa se morrem dois mil ou dois milhões. São vidas, seres humanos que realizavam suas tarefas diárias, que tinham sonhos. São gente, não números. Poderiam ser um de nós ou um dos nossos. Deveríamos pensar no individual, na mãe que perdeu seu filho, no marido que perdeu sua esposa, nos tios, primos, noivos, irmãos.
Um minuto de silêncio pelas vitimas dos atentados. O olhar voltado para onde hoje fica o Marco Zero. A história não pode ser refeita, mas pode se refazer a sociedade. Mesmo abalada, triste e machucada, a fênix ainda pode surgir das cinzas, fortalecida e, quem sabe, mais justa e humana. O mundo não será mais o mesmo. Ao menos podemos sonhar que ele se torne algo melhor.
Sou professora de canto e violão do SESC. Sou contralto e violonista erudita. Formada em Licenciatura em Música pela UFPE. Futura Musicoterapeuta.
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