sexta-feira, 18 de março de 2011

Todo Carnaval Tem Seu Fim...

Mais um carnaval levantou multidões e também polêmicas. Por todo lado vejo defensores e acusadores desta festa antiga que mobiliza todo o país. Ainda hoje pude ver um vídeo difundido na internet em que uma mulher elencava uma série de problemas atribuídos ao carnaval. Afinal, seria o carnaval algo tão abominável assim? Dentre os fatos alegados contra a festa estão os acidentes de transito. Porém acidentes por imprudência ou embriagues acontecem durante todo o ano e basta um feriado para que esses números cresçam, inclusive durante festas religiosas. Se o problema são as brigas que ocorrem por vezes durante a festa, isso vemos corriqueiramente durante uma partida de futebol ou dentro de um bar num fim de semana. Gravidez indesejada? Isso vemos durante todo o ano, em especial com menores de idade provenientes de famílias de baixa renda. Difusão de música de péssima qualidade? Aí o problema é bem mais sério e tem o suporte de uma mídia que existe para alienar o povo e encobrir os problemas do país.  Também foi atribuído ao carnaval os gastos públicos com saúde e segurança. Ora, não é bom que estes sistemas estejam funcionando e atendendo da melhor forma possível a população? É verdade que os mesmos deveriam funcionar durante todo o ano, mas a preocupação se eleva apenas nas altas temporadas, visando não o bem da população residente da região, e sim a segurança dos turistas para que a região seja bem vista pelos que vem de fora, possibilitando maior movimentação da economia local.

O carnaval pode não ser um mar de rosas, mas os maiores problemas atribuídos ao mesmo se devem ao desvio de comportamento das pessoas que visam apenas o seu bel-prazer. E esse pensamento egocêntrico não surge devido a uma força maligna e misteriosa que se manifesta durante uma festa pagã. Esse é um problema que está entranhado na cultura de um povo que se acostumou a sempre tentar levar vantagem sobre os demais, custe o que custar. O carnaval não é uma questão religiosa, como muitos tentam atribuir. É uma questão política e comportamental.

Neste ano pude presenciar duas das maiores festas carnavalescas do país: o Galo da Madrugada e o carnaval de Olinda. Confesso que fui com um pouco de medo, mas ao fim pude ver que muito do que se fala sobre Carnaval é apenas mito. É óbvio que num local onde se concentram 100.000 pessoas as ocorrências serão bem maiores do que num local onde 100 pessoas circulam. Desfrutei, me entediei, cansei, pulei, fui espremida na multidão, tive bons e maus momentos. No fim de tudo, percebe-se que o carnaval não difere da nossa vida cotidiana. Apenas traz as mesmas vivências em maior intensidade.

E viva o carnaval!!!

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