segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Whitney: I Will Always Love You

Uma voz ecoa em meio ao silêncio. Canta em vibrato os versos de Dolly Parton e revigora aquilo que em sua essência já parecia ser perfeito. Naquele momento, embora a artista já obtivesse considerável fama, surgiu um mito. Bastou-lhe uma canção, uma versão, e o mundo mudou em um instante. Exibida à exaustão, nos embriagamos de Whitney. Comemos e bebemos, fartamo-nos de sua voz e de seu talento. Talento que vem de berço, uma vez que sua mãe foi backing vocal de Elvis Presley e sua prima é a lendária musa de Burt Bacharach, Dionne Warwick.

Entre baladas e canções dançantes, sua voz manteve-se firme enquanto pode. Enquanto não sucumbiu à voracidade da fama. Conturbadas relações pessoais, aliadas às já conhecidas pressões midiáticas, minaram aos poucos a auto confiança e sanidade. O refúgio foram as drogas. A fuga da realidade que ao longo dos anos tem deixado órfãos legiões de fãs que, inconsoláveis, não encontram substitutos para os seus ídolos.

A morte é impiedosa para todos. Mas ver morrer a arte ainda enquanto jovem é devastador.

Os vícios roubaram-lhe a juventude, o vigor físico e a voz. Mas ela lutou, tentou livrar-se de seus algozes e enfrentou multidões que impiedosamente vaiaram-lhe enquanto ela tentava ressurgir das cinzas. Não é fácil fazer voltar a glória perdida. Me recordo de Callas que viu sua voz "quebrar" no meio de uma ária, cercada dos críticos olhares de ouvintes que apenas querem atestar o fracasso das grandes estrelas.

Mas nós sempre amaremos Whitney. Sempre a recordaremos. Não como a figura esquelética, frágil e dormente pelo vício. Amaremos a voz que nos tomou os corações e nos fez sonhar e alegrar-nos por existir música neste universo. Rest in peace Whitney, we will always love you!!!!

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